Oh, Susanna! O velho oeste das mulheres

As mulheres no Velho Oeste não tinham direitos, mas ainda assim houveram muitas heroínas e batalhadoras que conquistaram um lugar na história

As mulheres no Velho Oeste não tinham direitos, mas ainda assim houveram muitas heroínas e batalhadoras que conquistaram um lugar na história

05.11.2020
2840 VISITAS
Post original em: 07.09.2018
Oeste longínquo, far, far away. O que aconteceu no faroeste norte-americano de 1865 a 1900 entrou para a história do mundo todo, através da exploração dos mitos, lendas e aventuras de seus pioneiros, ou seja, daqueles que desbravaram a América em seus anos mais duros. Seus personagens povoaram histórias contadas em livros, músicas, filmes e, finalmente, comics: cowboys, índios, mineiros, fazendeiros e até algumas damas fortes, aquelas pioneiras, de boa ou má reputação.
Oh, Susanna! É delas que vamos falar neste artigo. Vivendo num mundo dominado por machões de pistola na cintura e chapéu na cabeça, as mulheres no Velho Oeste não tinham direitos, mas ainda assim houveram muitas heroínas e batalhadoras que mereceram um lugar numa história contada por homens.
Foi no ano de 1885 que Annie Oakley se uniu ao Wild West Show de Buffalo Bill e se tornou a primeira estrela feminina da América. Outras mulheres surgiram e deixaram sua marca na história dos pioneiros dos EUA.
E é em homenagem a elas que escritores, cineastas e astros criaram algumas personagens inesquecíveis nos anos posteriores como: Abigail Scott Duniway, Annie Oakley, Belle Starr, Big Nose Kate, Calamity Jane, Carry Amelia Moore Nation, Cattle Kate, Helen Hunt Jackson, Laura Ingalls Wilder, Mary Jane, Poker Alice, Willa Cather e muitas outras cowgirls....
No mundo das histórias em quadrinhos uma das primeiras heroínas que reflete bem a índole das mulheres mais bravias daqueles tempos está Firehair. Os personagens foram criados por um escritor com o pseudônimo de John Starr, e pelo artista Lee Elias. A maior parte da arte foi feita por Elias, Bob Lubbers e Robert Webb.
Firehair apareceu pela primeira vez em Rangers Comics 21 (Fiction-House), em fevereiro de 1945.
Viajando com seu pai, que é morto no Texas por foras-da-lei disfarçados de índios, ela é deixada para morrer, e acaba sendo encontrada por um membro da verdadeira tribo indígena. Eles cuidam dela, mas descobrem que ela perdeu a memória. Criada pela tribo, ela domina muitas de suas habilidades nativas e logo se torna melhor do que qualquer um, é muito forte e atlética e muitas vezes bate em adversários masculinos. Também se torna uma cavaleira talentosa e rapidamente domou um garanhão selvagem, que ela chamou de "Olho do Diabo".
Firehair finalmente recupera sua memória, e descobre que seu nome real é Lynn Cabot e viaja de volta para Boston para reivindicar sua herança, mas não demora a descobrir que prefere a vida no oeste selvagem e retorna para continuar lutando contra foras da lei.
Aqui no Brasil ela foi revivida como Cabelos de Fogo, Jane Ruiva, Jane West (pelos traços do mestre do desenho Gedeone Malagola) e posteriormente Katy Apache, estrela dos gibis da Grafipar nos anos 80.

Por: Paulo Franco Rosa (Jornalista, roteirista e editor de publicações especializadas)
REFERÊNCIA(S):
Grand Comics Database (https://www.comics.org/series/18222/)

FIREHAIR

BREVE A CONTINUAÇÃO...
Envie seu e-mail para ser avisado quando a história for atualizada.



REF.: FIREHAIR COMICS. New York: Fiction House, 1948 - 1952.

DESTAQUES QUE PODEM INTERESSAR...

Tradicional festival de curtas tem versão online em ano de pandemia
Tradicional festival de curtas tem versão online em ano de pandemia  
Estudiosa analisa os Quadrinhos de Humor no ensino da língua inglesa
Estudiosa analisa os Quadrinhos de Humor no ensino da língua inglesa  
Sandman, sucesso de crítica e de público
Sandman, sucesso de crítica e de público